segunda-feira, 29 de outubro de 2018

E agora?


Jair Bolsonaro foi este domingo eleito o 38º Presidente da República Federativa do Brasil com 55,1% dos votos. Numa das eleições mais polarizadas de sempre em terras de Vera Cruz, venceu aquele que era o candidato mais polémico e sem nunca ter participado num debate eleitoral.
Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral, Bolsonaro conseguiu quase 58 milhões de votos, ao passo que Fernando Haddad (PT) se ficou pelos 47 milhões de votos (44,9%), uma diferença de 11 milhões de eleitores.
A percentagem de votos nulos foi a maior desde 1989 e a soma de abstenções, votos nulos e votos em branco ultrapassa os 30% de todo o universo eleitoral.
O capitão do exército reformado, que é defensor da ditadura militar é, paralelamente, o 9º presidente da Nova República brasileira (iniciada no final da Ditadura Militar, em 1985), facto que é visto como um retrocesso na democracia. Essa não foi, porém, a opinião da maior parte do povo brasileiro, desiludido e frustrado com os escândalos de corrupção e com a recessão económica brasileira, que associam ao Partido do Trabalhador (PT), a Lula da Silva e, por conseguinte, ao candidato que era seu representante, Fernando Haddad.
“Faço de vocês minhas testemunhas de que este Governo será um defensor da Constituição, da democracia, e da liberdade. Isso é uma promessa, não de um partido, não é uma palavra vã de um homem, é um juramento a Deus”, afirmou Jair Bolsonaro, num discurso conservador e tradicional, onde também manifestou a vontade de se afastar do “socialismo, o comunismo, o populismo e o extremismo da esquerda”.
Jair Messias Bolsonaro, sublinhe-se, assentou a sua carreira política de quase três décadas em posições polarizantes, discursos extremados, defesa da autoridade do Estado e dos valores da família tradicional e cristã. Sempre encarado como um político marginalizado, utilizou a polarização para capitalizar um momento de fratura na política e na sociedade brasileira.
"O que eu mais quero é, seguindo ensinamentos de Deus, ao lado da Constituição brasileira e com uma boa assessoria técnica, isenta de indicações políticas, começar a fazer um governo que possa realmente colocar nosso Brasil num lugar de destaque. Temos tudo para ser uma grande nação", continuou o novo presidente.
O presidente agora eleito toma posse dia 1 de Janeiro de 2019.
‘Quo vadis, Brasil’?

24 comentários:

  1. Agora? Canta Brasil...

    É esperar para ver António, que mais há a fazer?

    A oposição, que não é tão pequena quanto isso, que fique alerta.

    Beijinhos, boa semana.

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    1. Canta Brasil? Com o resultado das eleições de ontem pode acontecer que surja uma nova onda que entoe o cala Brasil.
      Estarei a ser pessimista? Não, de todo.
      Beijinhos, Janita, boa semana.

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  2. Sinceramente amigo não sei, sei que faz discursos que não gosto porque há milhões que não acreditam em Deus e não vou em cantigas de "juras" e oxalá que não vire um caos como o país vizinho.

    Infelizmente também o PT prometeu o "céu e a terra ao povo" e no início fizeram obra, mas depois é o que se sabe...cambada de corruptos.

    Os brasileiros votaram? Está feito e só lhes desejo o melhor (mas não acredito)!

    Nós por cá também temos políticos com imensos rabos de palha e fico-me por aqui porque sim!

    Beijocas e uma boa tarde

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    1. Já lhe chamam o Trump da América do Sul.
      Eu penso que Bolsonaro é pior que o loiro norte americano.
      Beijocas, Fatyly, boa tarde ou o que dela resta.

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    2. Permita-me uma correção. O homem não é loiro... é alaranjado.

      :)

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  3. Agora que se aguentem à bronca! lol

    Desfolhando memórias...
    Beijos e uma excelente semana!


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    1. Se o problema fosse restrito ao Brasil, já era mau. A questão é que não é, terá seguramente repercussões a nível externo.
      Beijos e boa semana, Cidália.

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  4. Bem... Hitler também não foi eleito em democracia?...
    Não vou tão longe... mas talvez tenha tudo, para se pensar numa nova Venezuela... oxalá me engane!...
    Beijinho! Feliz semana, Observador!
    Ana

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    1. Sim, Hitler atingiu o poder por vontade de quem nele votou.
      Uma nova Venezuela? Talvez um pouco pior.
      Beijinho, Ana, boa semana.

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  5. Vão ter consequências terríveis e não vai ser só no Brasil!

    Beijinho amigo

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  6. O pato Donald até é um tipo simpático, quando olho para Jair Bolsonaro, o 38º Presidente da República Federativa do Brasil.

    Só não compreendo que tantas mulheres, pretos e homossexuais tenham votado num candidato que os ataca sem dó nem piedade. Mas votaram! Vi na TV alemã.

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    1. Já ouvi alguém dizer que Trump é um democrata quando comparado a Bolsonaro.
      Votaram nele ... está votado. Talvez as mesmas pessoas que muito em breve o vão contestar.

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    2. TARDE DEMAIS!!!

      Jair Bolsonaro não lhes vai dar tempo de contestar!!!

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  7. Hoje sou eu a analisar a eleição e a vaga que representa.
    Tenham medo, tenham muito medo.
    Aquele abraço

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    1. Isso mesmo, "tenham medo, tenham muito medo".
      Um abraço

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  8. Não sei, mas apesar de não ser brasileira estou muito preocupada. E o discurso de ontem ainda me deixou mais. Tenho muito medos dos "iluminados" que se julgam protegidos e a cumprir a vontade de Deus. A história está cheia de crimes feitos em nome de Deus.
    Abraço

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    1. Nada de bom se pode esperar deste tipo de gente.
      Abraço

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