Jair Bolsonaro foi este
domingo eleito o 38º Presidente da República Federativa do Brasil com 55,1% dos
votos. Numa das eleições mais polarizadas de sempre em terras de Vera Cruz,
venceu aquele que era o candidato mais polémico e sem nunca ter participado num
debate eleitoral.
Segundo os dados do Tribunal
Superior Eleitoral, Bolsonaro conseguiu quase 58 milhões de votos, ao passo que
Fernando Haddad (PT) se ficou pelos 47 milhões de votos (44,9%), uma diferença
de 11 milhões de eleitores.
A percentagem de votos nulos
foi a maior desde 1989 e a soma de abstenções, votos nulos e votos em branco
ultrapassa os 30% de todo o universo eleitoral.
O capitão do exército
reformado, que é defensor da ditadura militar é, paralelamente, o 9º presidente
da Nova República brasileira (iniciada no final da Ditadura Militar, em 1985),
facto que é visto como um retrocesso na democracia. Essa não foi, porém, a
opinião da maior parte do povo brasileiro, desiludido e frustrado com os escândalos
de corrupção e com a recessão económica brasileira, que associam ao Partido do
Trabalhador (PT), a Lula da Silva e, por conseguinte, ao candidato que era seu
representante, Fernando Haddad.
“Faço de vocês minhas
testemunhas de que este Governo será um defensor da Constituição, da
democracia, e da liberdade. Isso é uma promessa, não de um partido, não é uma
palavra vã de um homem, é um juramento a Deus”, afirmou Jair Bolsonaro, num
discurso conservador e tradicional, onde também manifestou a vontade de se
afastar do “socialismo, o comunismo, o populismo e o extremismo da esquerda”.
Jair Messias Bolsonaro,
sublinhe-se, assentou a sua carreira política de quase três décadas em posições
polarizantes, discursos extremados, defesa da autoridade do Estado e dos
valores da família tradicional e cristã. Sempre encarado como um político
marginalizado, utilizou a polarização para capitalizar um momento de fratura na
política e na sociedade brasileira.
"O que eu mais quero é, seguindo ensinamentos de
Deus, ao lado da Constituição brasileira e com uma boa assessoria técnica,
isenta de indicações políticas, começar a fazer um governo que possa realmente
colocar nosso Brasil num lugar de destaque. Temos tudo para ser uma grande
nação", continuou o novo presidente.
O presidente agora eleito toma posse dia 1 de Janeiro de
2019.
‘Quo vadis, Brasil’?





